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Ortofotomosaico, MDT e MDS: o que são e para que servem

Levantamentos com drone geram três produtos que costumam ser confundidos entre si: o ortofotomosaico, o MDT e o MDS. Cada um serve para uma finalidade diferente dentro de um projeto de engenharia, topografia ou loteamento.

Ortofotomosaico

É uma imagem aérea de alta resolução, montada a partir de centenas ou milhares de fotos tiradas pelo drone durante o voo. Diferente de uma foto aérea comum, o ortofotomosaico é corrigido geometricamente e georreferenciado: cada ponto da imagem tem coordenadas reais, e distâncias medidas nele correspondem à distância real no terreno.

É usado como base para desenhar plantas, medir áreas, conferir limites de propriedade e acompanhar a evolução de uma obra ou de um loteamento ao longo do tempo.

MDT (Modelo Digital de Terreno) e DEM

O MDT, também chamado de DEM (Digital Elevation Model), representa a altitude do solo nu, sem considerar o que está sobre ele: vegetação, construções ou veículos são removidos do modelo.

É o modelo usado para gerar curvas de nível, calcular declividade, planejar terraplenagem, drenagem e projetar o sistema viário de um loteamento.

MDS (Modelo Digital de Superfície) e DSM

O MDS, ou DSM (Digital Surface Model), representa a altitude de tudo o que existe sobre o terreno: telhados, árvores, muros e qualquer outra estrutura capturada pelo voo.

É usado para calcular volumes de vegetação, avaliar interferência de árvores em redes elétricas, estudar sombreamento e para inspeção de coberturas e estruturas.

Quando cada um é necessário

Na prática, um mesmo voo de drone gera dados suficientes para produzir os três, o que reduz custo e tempo em comparação com fazer o levantamento por partes.

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